Hello dear readers! (tradução abaixo)

Nearly a year has come and gone since I moved to Brazil. It’s been, for lack of a better expression, a heck of a ride. A lot has happened over a relatively short time, which seems to have gone both quick and slow at the same time! So much has happened since July last year, that it feels like I’ve been here for a long time already. At the same time, not a moment here has ever been boring or slow-paced, me having turned into a knowledge-soaking sponge. It’s perhaps the latter which has made time fly, while at the same time making me feel like I have grown a lot over a long time. And although I haven’t quite done everything I was planning (e.g. travel more), the focus on arriving here with a child’s (open) mind(set) and now leaving feeling quite grown-up, is something I’m feeling pretty proud about. It feels odd that just one year ago, I was on my way here, totally freaked out and wondering why I’d put myself in this spot. And now, right now, I’m not so sure I’ll ever want to leave this country and these people I’ve grown so fond of. Now you might be thinking I’m leaving Brazil soon, which I’m not.

No, I’ll be moving to another city, Florestal, 280km from here, where one of my university’s other campuses is located. But that also means that I’m leaving behind this place and my friends here, practically just as I have become acquainted with them. Now, I’m sure that some may wonder what the fuss is about, but you need to remember that these folks were the first people I got to know here, in this humongous country with a language I had never before spoken. Back in Holland when I studied there, I lived with a Chinese guy (who had arrived to Holland shortly before we started studies together), and I was among his first friends. So I know how he probably felt when we parted, which was after (a much longer) four years. But I know there are people here, that, unfortunately, will also have to suffer the consequences of my nomadism (if that’s a word). I haven’t thought about it much before, but lately I’ve also realised that my moving about is affecting others around me. I remember one of my first friends in high school in Holland and how much I felt like I lost when he suddenly had to move away. It was a hard loss, although probably also attributed to the fact that my family had just recently moved to the country and I hadn’t really found my place yet. So I know it may be tough not only on me, but also on people around me when I keep leaving.

But on a cheerier note, I’m really very thankful for everything my friends here have done for me, helping me, having the patience with a stranger (“foreigner” is literally “estrangeiro” in Portuguese) and showing me a part of the world I had practically never actually been in contact with. I have met a great many people from most corners of the world in the past, but South America hasn’t been one of them. So I’m glad to report that the Brazilians are among the nicer people I have met, really doing their best to welcome strangers into their midst and very interested in learning what I know. It’s true that my weird background has quickly piqued the interest of many people before, but Brazil (and the people) seems to be, in general, a country that’s been quite isolated from the world I grew to know, mainly because of its lingual isolation. Yes, there are many people here willing and trying to learn English, but the opportunities for actually using it are practically zero, which is a real shame since so many start taking English classes from preadolescence. But I know that people like me are helping Brazil become more international and outwardly, having been part of my university’s first attempts at offering English classes to Brazilian students. I was actually amazed at the level of comprehension for the English language of many of the students! I even met some students who have been in Europe on exchange, like this one girl who has been in Denmark, and another girl who is going to Hungary soon.

Anyway, this is a lot of bla bla for a good bye, so I think ending it here is pretty good. Until next! PS. See more photos below!


Olá leitores queridos!

Já chegou e passou quase um ano desde mudei pro Brasil. Tem sido, para a falta de uma expressão melhor, um pedaço de um passeio. Muito aconteceu ao longo de um tempo relativamente curto, o que parece que foi ambos rapidamente e lentamente ao mesmo tempo! Tantas coisas já aconteceram desde julho do ano passado, que parece que já fiquei aqui por muito tempo. Ao mesmo tempo, nem um momento foi chato ou devagar, tendo me tornar em uma esponja de conhecimento. Este último é, possivelmente, o que fez o tempo voar enquanto, ao mesmo tempo, me fazendo sentir que eu cresci muito durante um tempo longo. E, embora não fiz tudo que eu pretendi (por exemplo, viajar mais), o foco em chegar cá com uma mente (aberta) de uma criança e, agora, ir embora me sentindo bem crescido, me deixa orgulhoso. Parece estranho que só menos de um ano atrás, eu estava no meu caminho pra cá, totalmente apavorado e me perguntando porque eu me tinha colocada naquela situação. E agora mesmo, não tenho certeza se eu jamais vou querer sair deste país e destas pessoas que me tornei tão afeiçoado. Agora, talvez está pensando que eu vá embora do Brasil, mas ainda não.

Não, eu vou mudar para Florestal, cerca de 280km daqui, onde fica um dos outros campuses da universidade. Mas isso também significa que estou deixando pra trás este lugar e meus amigos, praticamente assim como fiquei familiar com eles. Agora, tenho certeza que alguns de vocês estão se perguntando o que o alarido é sobre, mas tem que se lembrar que estas pessoas foram as primeiras pessoas que eu conheci aqui, neste país gigantesco numa língua que jamais falei antes. De volta na Holanda quando estudava lá, eu morava com um rapaz chinês (que chegou à Holanda pouco antes da gente começou a estudar juntos), e eu era um dos primeiros amigos dele. Então, eu sei o que ele provavelmente se sentiu quando despedimos, o que foi depois (um mais longo) quatro anos. Mas eu sei que há pessoas aqui que também, infelizmente, terão de sofrer as consequências do meu nomadismo. Nem pensei muito disso anteriormente, mas ultimamente também me percebi que minhas mudanças frequentes estão afetando outros ao meu redor. Me lembro um dos primeiros amigos no colégio na Holanda e o quanto eu senti que perdei quando ele tinha que ir embora. Foi uma perda difícil, embora provavelmente por causa da mudança recente à Holanda da minha família, e ainda não tinha achado o “meu” lugar. Então, eu sei que pode ser difícil não só por mim, mas também para as pessoas ao meu redor porque estou deixando o tempo todo.

Mas em uma nota mais alegre, sou muito grato mesmo por todo o que meus amigos aqui já fizeram por mim, me ajudando, tendo paciência com um estrangeiro estranho, e me mostrando uma parte do mundo com qual eu basicamente nunca tinha tido contato antes. Já encontrei muitas pessoas da maioria dos cantos do mundo, mas o América do Sul não foi um desses. Por isso, estou feliz que posso dizer que os Brasileiros são entre o povo mais legais que encontrei, sempre fazendo o seu melhor para receber estranhos em seu meio e sendo interessadas em aprender o que eu sei. É verdade que, no passado, o meu fundo despertou rapidamente o interesse dos outros, mas o Brasil (e o povo) parecem, em geral, a ser um país bem isolado do mundo com que eu cresci, principalmente por causa da língua isolada. Sim, são muitas pessoas aqui com vontade que estão tentando aprender inglês, mas as oportunidades para usar mesma são praticamente inexistentes. Isso é uma grande pena, já que tantas pessoas começam a aprender inglês enquanto criança. Mas eu sei que pessoas como eu estão ajudando o Brasil se tornar mais internacional, tendo sido parte da primeira tentativa da minha universidade de oferecer aulas em inglês para estudantes brasileiros. Na verdade, ficou muito surpresa do nível de inglês dos muitos estudantes! Mesmo encontrei alguns alunos que já foi à Europa no intercâmbio, tal como uma menina que conhece a Dinamarca, e uma outra que vai à Hungria logo.

Enfim, este foi muito blá blá a ser um tchauzinho, por isso vou acabar agora. Até a próxima!

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