Hello dear readers! (Tradução abaixo)

Well, meltdowns are always fun, right? I thought this would be a good opportunity to highlight to people the level of difficulty of what I’m doing and explaining just how high the costs are for living the way I live, with my background and problems I live with every day.

As you may recall, I recently moved to another city here in Brazil (within the same state). If you have ever moved anywhere (farther away) in your life, you’d know how difficult it can be, even within your own country. In addition, my parents recently moved away from our home in The Netherlands, where we lived for 14 years. A sudden opportunity for them opened up, and there was a swift and unexpected move to Finland. The last issue I’ve had lately, which is two-pronged, is the amount of time I’ve been away from Europe (“home”). Homesick isn’t really my second name, but I do feel an imbalance, as I was accustomed to the rhythm of Europe. No summer holiday in July/August and not meeting people I was used to, was jarring. Yes, I could have taken some time off here, but I had my move to worry about, plus my Master’s thesis won’t write itself (and the official scholarship rules dictate that I don’t have any holidays). So, since February, I have gone without holidays, family or any familiar people.

Another problem is the fact that people in a country like Brazil mostly don’t understand the concept of being a lone foreigner in a huge country. People in general here don’t have a vast first-hand experience with different cultures (other than their past heritage they read about), languages or simply how it feels to be surrounded by unfamiliar and often confusing environments. I’m also not here on a time-limited exchange (together with friends or people from my countries), so it’s not comparable.

Two weeks ago I had quite the meltdown. For me, I’m constantly on edge here in Brazil, like a drawn bow, and that’s a lot of pressure to live with every day. Now you might be asking why I have to be on edge all the time. The answer is simple: If I don’t, I might just as well go home. You can’t adapt, learn a new language and find your way in a new place unless you’re heavily committed. And for me, it’s even harder, as social phobia and my other diagnoses get in my way all the time. The trigger for the meltdown (by an unnamed person) wasn’t even something serious. But for me, already feeling overwhelmed and fatigued, this happening brought all my other issues down on my head, rendering me unable to do anything. I have been sick multiple times in two weeks, had bad insomnia, short appetite, stomach complaints, taking no joy even in things I usually enjoy.

Of course, since people here don’t understand how much it costs me to just get up every morning, they expect me to be able to live and work the same way as all others do. I do my best to blend in and act natural, and this might fool people into thinking all this is easy for me. But anybody with even a bit of international experience would see past that. I don’t know who’s to blame here, but at least I know that I, personally, am doing my utmost. My ongoing thesis project is already very hard as it is, and having these foreigner-handicaps (in golf-terms) that most others here don’t have, makes the same tasks as others do, that much harder for me.

Now, naturally this all depends on what type of person you are. If you’re very social and outwardly, finding a girlfriend the first week after you move, etc., then your odds are likely better (or at least you forget your troubles). I’m much more individualist, thinker for myself, philosopher, and I’ve always taken pride in being in minorities. It’s tough living like that, but seeing the depth in everything rather than the breadth gives me much more to chew on.

Taking one day at a time now, trying to get back on track a little bit at a time. It’s already improved a lot since I was able to put a finger on why things went as they went lately. Of course, I never expected any of this to be easy, but it’s always difficult to estimate just how difficult it’ll get.

Anyway, as always, thanks for following, and until next! PS. Do check out the rest of the photos below too!


Olá queridos leitores!

Bem, colapsos sempre são divertidos? Achei que isto seria uma boa oportunidade para realçar às pessoas o nível no que trabalho e explicar como altos são os custos para viver a maneira que eu vivo, com minha formação e meus problemas com que vivo todos os dias.

Como talvez pode recordar, recentemente mudei a uma outra cidade aqui no Brasil. Se você já mudei a algum lugar (mais longe) na sua vida, você consegue entender como difícil pode ser, mesmo no seu próprio país. Além disso, meus pais recentemente foram embora da nossa casa Holandesa, onde moramos por 14 anos. Uma oportunidade súbita se apareceu,  e houve uma mudança rápida e imprevisto à Finlândia. O último problema que tinha ultimamente, o que é de duas pontas, é o tempo desde eu estava na Europa (“casa”). Saudades de casa não mesmo me define, mas eu sinto sim um desequilíbrio, já que estava acostumado ao ritmo da Europa. A não ter nenhumas férias de verão em julho/agosto era dissonante. É, eu poderia tirar uma folga aqui, mas eu tinha a mudança de me preocupar com, além da minha pesquisa de tese que não desenvolve a si só (e as regras da bolsa falam que não haja nenhumas férias). Então, estou trabalhando desde fevereiro sem férias, a família ou nenhumas pessoas familiares.

Um outro problema é o facto que a maioria das pessoas em um país tal que o Brasil não fazem nenhum ideia o que significa ser um estrangeiro solitário em um país imenso. Em geral, as pessoas aqui não tem uma grande experiência em primeiro mão de culturas diferentes (além o que leem nos livros sobre a herança dela), idiomas ou simplesmente como se sente estar no meio um “ambiente” desconhecido e confuso. Não estou fazendo um intercâmbio (com amigos ou pessoas do meu país), então não é comparável.

Há duas semanas eu sofri um colapso bem mal. Para mim, eu estou constantemente no limite aqui no Brasil, como um arco tenso, e isso é muito pressão todos os dias. Agora você talvez se pergunte por quê? A resposta é bem simples: Senão, é melhor voltar à casa. Não é possível se adaptar, aprender um novo idioma e descobrir novos lugares a menos que for bastante comprometido. E é ainda mais difícil para mim com a minha fobia social e os outros diagnoses. O gatilho do colapso (por uma pessoa anônima) nem foi sério. Mas para mim, já me sentindo sobrecarregado e fatigado, esta ocorrência fez tudo o resto cair sobre mim, me tornando sem força a fazer nada. Já passei mal várias vezes em duas semanas, tinha insônia, mau apetite, dor de barriga e sem joia nas atividades que eu normalmente gosto.

É claro, já que as pessoas aqui não entendem o custo para simplesmente acordar todos os dias, eles esperam que eu consiga viver e trabalhar no mesmo jeito que as demais. Eu estou fazendo o meu melhor para me misturar e agir normalmente, e isso pode enganar as pessoas para que eles pensam que é tudo fácil para mim. Mas qualquer pessoa com uma pequena experiência internacional poderia saber que não é o fato. Não tenho certeza quem é a culpa, mas eu sei que eu mesmo estou fazendo tudo o que consigo. A minha pesquisa já é muito difícil, e ter estes “handicaps de estrangeiro” (conceito de golfe) que as maiorias não tem, causa as mesmas tarefas muito mais difícil para mim do que às demais.

É claro, é muito dependendo do seu personalidade. Se for muito social e exteriormente, achar uma namorada uma semana depois da sua mudança, etc., aí seus “odds” são provavelmente melhor (ou pelo menos vai esquecer seus problemas). Sou muito mais individualista, penso por mim mesmo, filosófo, e eu sempre me orgulho em ser parte das minorias. É difícil viver assim, mas eu agradeço muito mais profundidade do que largura.

Estou levando um dia de cada vez, tentando voltar à pista. Já está melhorando desde eu descobri as causas maus. É claro, eu nunca pensei que seria fácil, mas sempre é difícil adivinhar exatamente como difícil tais coisas podem se tornar.

Mas emfim, como sempre, agradeço por ler e até mais!

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