Hello peeps! It recently struck me that I haven’t generally talked a lot about common cultural differences. Sure, they might not be that big or different from what I’ve seen before, but there are small things here and there that start standing out on a daily basis.

Chief among these is the number of times I’ve been asked if I’m left-handed. Nowhere else in the world has anybody ever asked me this. The reason is simple: People here all hold knife and forks opposite of what I’m used to. In other words, fork in right hand, knife in left. The only time I have fork in right hand is when I don’t have a knife. The latter is the thing that also makes me look strangely at the way Brazilians eat with cutlery, because I was raised with having to eat with both knife and fork at all times, signifying that eating with only a fork, i.e., having it in my right hand, is somehow badly educated. When I sit in the refeitório (university restaurant) and see everybody with the fork in the right hand, I instinctively shrug and get uncomfortable! It’s no fault of the Brazilians’, it’s just something that’s nearly hardwired in me. I don’t know how everybody in the world uses cutlery, but as far as I have observed, the way I use cutlery is the common method.

In other cultural news: religion. Sure, many people and countries in Europe are also Christians of different flavours, but here in Brazil it’s a pretty different culture, in my experience, perhaps a bit more colonial, still. There are both good and bad things about this. Firstly, religion isn’t necessarily a good thing, and I’m saying this as a Christian who has seen a lot of hypocrisy within Christianity (with so-called “Sunday Christians”). In Brazil, people may display their belonging to Christianity more broadly than, for example, in Europe, but I can’t say I have observed notably better people or lives because of this. Sure, I think it might help the “core family” strategy, but it also makes many people more religious than God-fearing. And, as you may know, religion is a human invention, which pushes people to follow people, not God. As such, I believe part of Brazil’s problems, in addition to corruption, is over-religiousness (on the edge of extremism). In other words, it’s more important to, routinely, go around and say “amen”, “God bless you”, and other things, than actually mean it. And I recognise this from many same experiences I’ve had in Europe, just here in Brazil, it seems exaggerated.

One other cultural difference I have come across, which has been quite uncomfortable, is the difference in “norms for appearance”. Having lived in Europe most of my life, I’ve grown up with appearance pertaining to (brand or fashionable) clothes, beauty products, hairstyle, accessories that are part of your “looks” (such as fashionable or expensive mobile phones, handbags, watches), and more. I have never really been in on this “fashionable looks”, but it has still governed many of the choices I’ve made in my past about my appearance. In Brazil, being a developing country with high taxes, appearance is much more focussed on non-materialistic views. Chiefly, bodily appearance. I’m by no means the weakest person on Earth, but in Brazil, I’m feeling skinny and quite pathetic compared to basically every guy I see. And, if you talk to people about what they associate with Brazilian women, it’s nearly always “big butts”. You’re probably not going to believe me when I say I’m not much for “All About that Bass“. Maybe that’s why I’m still single here after 1½ years!? (And a lot of people were betting on me getting a girlfriend here quickly.)

Anyway, there are probably more differences, but these are the ones that stand out and that I found interesting enough to share! Let me know in comments if you don’t agree or if you have something to add!


Olá gente! Recentemente ocorreu-me que ainda não falei muito, em geral, sobre diferenças culturais comuns. É claro, não são, necessariamente, mais grandes como já vi antes, mas há coisas pequenas aqui e ali que começam se destacar dia-a-dia.

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The “correct way” for me. | O “jeito correto” para mim.

Entre essas, é o número de vezes que me perguntam se eu sou canhoto. Em nenhum outro lugar do mundo ninguém me perguntou isso antes. A razão é simples: Todo mundo aqui no Brasil seguram talheres ao contrário do que me acostumei. Isto é, no Brasil, o garfo na mão direita, a faca na mão esquerda. A única vez quando seguro o garfo com a mão direita é quando não tenho uma faca. Isso é, também, a razão porque me percebe estranho o jeito com que os brasileiros usam talheres, pois cresci com comer com ambos garfo e faca, o que significa que comer com apenas um garfo, ou seja, segurá-lo com a mão direita, é mal educado. Quando eu estiver no refeitório e ver todo mundo com o garfo na mão direita, eu instintivamente encolho os ombros e fico desconfortável. Não é a culpas do povo brasileiro, é somente uma coisa que, quase, faz parte de mim. Não tenho certeza como todo mundo no mundo usam talheres, mas tanto quanto já observei, o jeito no que uso talheres é o método comum.

Em mais outras notícias culturais: religião. Certo, muitas pessoas e muitos países na Europa também são Cristãos, mas aqui no Brasil, tem uma cultura bem diferente, na minha experiência, quiçá um pouco mais colonial. Primeiramente, a religião não é, necessariamente, uma coisa boa, e estou dizendo isso como um Cristão que já vi muito hipocrisia dentro a Cristandade (com, assim chamado, “Cristãos do domingo”). No Brasil, as pessoas mostram sua pertença à Cristandade mais abertamente do que, por exemplo, na Europa, mas não posso dizer que já observei pessoas ou vidas significativamente melhores por causa disso. Certo, talvez ajude em manter uma família nuclear, mas também torna pessoas mais religiosos do que temente o Deus. E, como talvez sabe, a religião é uma invenção humano, que faz pessoas seguir pessoas, não Deus. Como tal, eu creio que um parte dos problemas no Brasil, além corrupção, é “excesso de religiosidade” (na borda ao extremismo). Isto é, parece mais importante, rotineiramente, dizer “amém”, “Deus te abençoe”, e mais outras coisas, do que realmente quer dizer. E eu reconheço isso das experiências minhas da Europa, só que aqui no Brasil, parece exagerado.

Mais uma diferença cultural que já percebi, o que foi bem desconfortável, é a diferença em “padrões de aparência”. Tendo vivido na Europa a maioria da minha vida, eu cresci com a aparência pertencendo a roupas (de marca ou de “fashion”), produtos de beleza, penteado, acessórios (tais que celulares, bolsas e relógios caros ou “fashion”), e mais. Eu nunca fui muito interessado em aparências elegantes, mas ainda assim influenciou minhas escolhas no passado. O Brasil, sendo um país de terceiro mundo com impostos altos, aparências são muito mais focadas em ideias não-materialistas, principalmente, aparência corporal. Não sou a pessoa o mais fraco do mundo, mas no Brasil, eu me sinto bem magro e patético comparado, basicamente, aos todos os homens. E falando com pessoas o que eles se associam com mulheres brasileiras, é quase sempre “bundas grandes”. Você provavelmente não acreditaria em mim se eu falasse que não me importa muito de “All About that Bass“. Talvez é por causa disso que ainda estou solteiro depois de 1½ anos!? (E muitas pessoas estavam apostando que eu acharia, rapidamente, uma namorada aqui no Brasil).

Enfim, há provavelmente mais diferenças, mas estas são aquelas que se destacam e que achei interessantes o suficiente para compartilhar! Deixe-me saber se não concordar com alguma coisa ou se está com alguma coisa para adicionar!

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