I’m just going to say it. I don’t even have a Brazilian girlfriend and I’ve managed to learn Portuguese. Alright, so what’s all this sudden excitement about? Well, my parents recently came to Brazil for a week and a half. They suddenly saw a side of me that they have never seen before (and that I had never thought of).When I went home to Finland last Christmas, I turned off most of my ‘Brazilian me’, since I was home to relax and just leave my normal routines for a while. One month after I returned to Brazil to resume my studies, my parents came after me for a visit.

You might have heard about research saying people who speak many languages are bit similar to those with dissociative identity disorder. Whether or not you believe it, languages are vital to a person’s understanding of thoughts and feelings, but what happens when different languages in your head start to govern your actions based on what you’ve experienced while learning each language (especially with languages learned in different cultures)?

I experienced something very strange that I’ve never had with my parents. You might know that I’m diagnosed with social phobia. My parents represent the part of the world where I’ve never been comfortable with anything social, particularly talking to people. Of course, travelling around in Brazil with my parents, who don’t speak Portuguese, necessitated that I spoke for them and translated between all parties. But that’s not the weird part. The weird part was that how not once was I uncomfortable doing this; au contraire, I was very comfortable with it, and felt like a Brazilian who just happened to speak Swedish. I felt weirdly social, which spilled over even when I was speaking with my parents in Swedish. Of course, I was also proud to “present” my country to them, but still, I felt like I was pulling a thousand rabbits out of a hat (good luck to me translating this sentence to Portuguese below, hah).

It got particularly confusing at one point, when I had to speak Swedish, English and Portuguese within the same conversation. This combo was a unique, first-time experience for me, seeing that these three languages might be the ones I am most comfortable with right now. Without anyone else noticing, I was having a little crisis right there, wondering if my academic-scientific-correctness English-me was bigger or smaller than my Donald-Duck-Comics Swedish-me or my oh-my-God-how-nice-to-see-you! Portuguese-me.

So there’s that. If you want to be utterly confused about yourself, please, by all means, join my side!


Simplesmente vou falar o seguinte. Nem estou namorando ninguém e ainda assim consegui aprender português. Então, por que todo esse entusiasmo? Uai, meus pais recentemente vieram pro Brasil e ficaram uma semana e meia. De repente eles viram um lado em mim que nunca viram antes (e no que jamais pensei).

Quando fui pra casa à Finlândia no Natal passado, desliguei a maioria da minha “identidade brasileira”, uma vez que estava em casa para decansar e só deixar minhas rotinas para trás. Um mês após voltar ao Brasil para continuar meus estudos, meus pais me seguiram para uma visita.

Talvez vocês já ouçam falar sobre pesquisa onde falam que pessoas multilingues são um pouco como os com transtorno dissociativo de identidade. Acredite ou não, idiomas são essenciais para que uma pessoa possa entender pensamentos e sentimentos. Mas o que acontece quando idiomas diferentes no cérebro começam a direcionar suas ações com base no que já experimentou enquanto você aprendeu cada língua (em particular, línguas aprendidas em culturas diferentes)?

Eu experimentei alguma coisa tão esquisito que nunca fiz antes com meus pais. Como vocês devem saber, tenho diagnose fobia social. Meus pais representam uma parte do mundo onde eu nunca me senti confortável com nada social, particularmente falar com pessoas. É claro, já que viajei no Brasil com meus pais, quem não falam português, foi necessário que eu falasse em nome deles e traduzisse entre tudo. Mas isso não foi a coisa estranha. A parte estranha era que nem uma vez me senti desconfortável fazer isso; do contrário, eu estava bem confortável com isso, e me senti como um brasileiro que só soube falar sueco. Claro, eu também fiquei orgulhoso de “apresentar” o meu país a eles, mas ainda assim pareceu que tirei mil coelhos de uma cartola.

Num momento certo, ficou confuso quando eu tive que falar sueco, inglês e português ao mesmo tempo. Pessoalmente, essa combinação era uma experiência única e pela primeira vez, já que essas três línguas provavelmente são as com que estou o mais confortável agora mesmo. Sem que ninguém perceba, eu estava com uma pequena crise naquele momento, me perguntando se a minha identidade inglesa “acadêmico-científico-exatidão” era maior ou menor do que a minha identidade sueca “quadrinhos Pato donald” ou identidade portuguesa “nossa como é bom vê-lo!“.

Assim. Se você quiser estar absolutamente confuso sobre si mesmo, por favor, fique à vontade para se juntar ao meu lado!

Smoked colours 2

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