Hello folks! (tradução embaixo)

Johann Wolfgang von Goethe once said:

Those who know nothing of foreign languages, know nothing of their own.

It’s a universal fact that people who’ve learned a language natively, generally are worse at it than people who learned it as a secondary language. Maybe not when it comes down to idioms and expressions, but if we look at grammar, spelling and implied forms, those who didn’t grow up with it understand why the language is laid out the way it is. The ‘natives’ just take it for granted, even the things they might have learned incorrectly.

Now, I’m not claiming to be much better at my mother tongue (Swedish) than everyone else. However, I have come to appreciate it much more every time I’ve learned a new language. Most recently, I have begun to think about all the things I’ve learned about my mother tongue (a Germanic language) after having learned Portuguese. Wait, there are crossovers? Of course there are. After all, Germanic and Latin (Romance) languages come from the same language tree, albeit quite distant.

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So what have I discovered? Perhaps the most intriguing parts are the parts of grammar that have mostly been dropped or lost to history in most Germanic languages, including English. Yes, some of them still exist today, but are either exceptions or don’t have a specific form, merely implied when speaking. I’m talking about the subjunctive mood.

conj

The funny thing is, I have used subjunctive mood all my life in both Swedish and English, and I never knew it was actually a thing! That goes to show how dumb you really are, all the while thinking you’re an expert at your language. Below are four typical cases that still exist in Swedish and English, compared to Portuguese.

If I were (is, was/were) – Om jag vore (är, var) – Se eu fosse (ser, 1st pers. fui)
Note that English doesn’t have a dedicated past imperfect subjunctive form here, while Swedish does. Also note that a lot of native English speakers incorrectly say “If I was”.

I want that you talk to him (or ‘I want you to talk to him’) – Jag vill att du talar med honom – Eu quero que fale com ele (from ‘falar’)
In Swedish, present subjunctive has been dropped in such sentence structure, but in English, this still exists as an alternative, as you can see above (the underlined words form the subjunctive structure).

Long live the king! – Länge leve kungen! (from ‘leva’) – Viva o rei! (from ‘viver’)
As a contrast from above, English has no explicit present subjunctive here, but Swedish does.

(May) God bless you – (Må) Gud välsigne dig (from ‘välsigna’)Que Deus te abençõe (from ‘abençoar’)
Generally in Portuguese (and probably other Latin languages), if a conjugated verb ends in ‘a’, the subjunctive mood ends in ‘e’, and vice versa. The same thing frequently happens in Swedish. There’s another subjunctive mood (future) that I didn’t cover here, but this exists neither in Swedish nor English, so I can’t compare it.

All this being said, it is quite rare to come across such archaic forms in both Swedish and English. Nonetheless, it exists here and there, and I really appreciate my own language much more now that I understand why some things we say seem like abberations!


Olá pessoal!

Johann Wolfgang von Goethe disse que:

Aqueles que não sabem nada de línguas estrangeiras não sabem nada da sua própria.

É um fato universal que as pessoas que aprenderam uma língua desde a infância, são, em geral, pior nisso do que aqueles que aprenderam a mesma como língua secundária. Talvez não a respeito às expressões (idiomáticas), mas se formos observar a gramática, a soletração e coisas implícitas, os que não cresceram com isso entendem o porque de funcionar assim. Os “nativos” apenas levam isso para concedido, mesmo as coisas que aprenderam erradas.

É claro, não estou fingindo a ser muito melhor na minha língua nativa (sueco) que os outros. Entretanto, já comecei a apreciá-la cada vez mais, quando aprendia um novo idioma. Recentemente, comecei a pensar em todas as coisas que já aprendi sobre meu idioma (uma língua germânica) depois de aprender português. Peraí, tem similaridades? Claro que sim. Afinal, as línguas germânicas e latinas vêm do mesmo árvore de linguagem, embora bem distantes.

Live
Você viva uma nova vida para cada novo idioma que conheça. Se for saber só uma língua, viverá só uma vez. -Provérbio checo

Então, o que é que descobri? Quiçá as partes mais interessantes são as partes da gramática que se perdeu ou foram retiradas ao longo do tempo na maioria dos idiomas germânicos, incluindo em inglês. Sim, ainda existem parcialmente tais formas, mas são ou exceções ou não tem formas específicas, meramente implícitas. Estou falando do modo subjuntivo.

A coisa engraçada é que já usei modo subjuntivo na vida inteira, ambos em sueco e inglês, mesmo sem entender que, na verdade, existe tais formas! Isso mostra como bobo realmente é, enquanto você acredita que é um perito em sua própria língua. Abaixo tem quatro casos típicos que ainda existem em sueco e inglês, vis-à-vis português.

Se eu fosse – If I were (is, was/were) – Om jag vore (är, var)
Note bem que inglês aqui não tem nenhuma forma subjuntivo do pret. imperf., e sim sueco. Também note que muitos falantes de inglês incorretamente falam “se eu fui”.

Eu quero que fale com ele – I want that you talk to him (ou ‘I want you to talk to him’) – Jag vill att du talar med honom
Em sueco, subjuntivo do presente já foi retirado nessa estrutura, mas em inglês ainda existe um alternativo, como dá pra ver em cima (palavras sublinhadas).

Viva o rei! – Long live the king! – Länge leve kungen! (de ‘leva’)
Ao contrário de supracitado, aqui não tem subj. do pres. em inglês, e sim em sueco.

Que Deus te abençõe – (May) God bless you – (Må) Gud välsigne dig (de “välsigna”)
Em geral, em português (e provavelmente nas outroas línguas latinas), se um verbo conjugado acabar em “a”, o modo subjuntivo acaba em “e”, e vice versa. A mesma coisa frequentemente acontece em sueco. Há mais um modo subjuntivo (futuro) que não mencionei, mas já que não existe nem em sueco, nem em inglês, não dá pra achar semelhanças.

Dito isto, é bem raro achar formas tão antigos em sueco e inglês. No entanto, existe aqui e ali, e aprecio meu próprio idioma muito mais agora quando estou entendendo o porque de umas coisas que a gente falar parecem aberrações!

 

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