Yeah, I always knew I didn’t really fit in. And not just because I was, for all intents and purposes, born without parents. My childhood was full of the type of curiosity I’m sure didn’t come across most kids’ minds at the time. (tradução embaixo)

Wow, there exists TWO kinds of friction! What’s this thing I’m feeling (adrenaline), and can I intentionally recreate it? What happens if I input the wrong PIN-code into my dad’s phone enough times? (Needless to say, he wasn’t happy about that.) What’s beyond 10 metres on the measuring tape? (Yeah, also sorry about the broken measuring tape I hid and never admitted to breaking.) I accidentally set fire to our Christmas gingerbread house, too, because I wanted to know how flammable cotton was. My room was not just filled with children’s books and drawings on the walls, but wires criss-crossing my room, tethered to blinking lights and batteries and speakers and other components I had salvaged from things I had broken by mistake or had hoped someone else would have broken for me. Yes, some of it was to keep my sister out. My shelves were filled with Lego Technic designs, some from instruction, some heavily modified. I got my sis into wishing Lego Technic for Christmas so I could take apart her stuff and amend onto my own. My fascination for electronics and mechanics was the happiest part of my childhood, locking myself up in my room for hours on end, only interrupted by the dreaded “dinner!” or “bedtime!”.

My beautiful picture
Proudly presenting: The nerdwall

Fast forward to present date, and not much has changed in that last regard. My fascination with the technical world is still high, and being interrupted at the height of my creativity still pisses me off, even if I’m now the one pissing myself off because I have to go and make dinner. But over the years, my curiosity has extended to many other parts, somewhat diluting my time and efforts for my technical side. The world, its cultures and languages became something of a second fascination during my early teens, as my dad moved our family to The Netherlands. That country, being historically diverse and international, and me, starting studies at an international school (IB), got me introduced to something that would, perhaps, change my life even more than before. Combined with having already travelled a lot with my family, I obtained an insatiable hunger to discover the world and understand people of a plethora of cultures. Back then, languages were a necessary evil for me, and my sister excelled at this, much to my dismay. I had always been leading the knowledge base up until then. But, hard studies and intense study nights soon made me forget the competition. In fact, it made me forget most things, including my fascinations I had grown up with as a child. School is important, but the thing I took away from it all was that it was a creativity killer. My new room at our new home in Holland wasn’t filled with wires and Lego, but books in my shelves and diplomas on my walls. That’s not the person I was, but I accepted it and learned to adapt.

Fast forward again, and today I find myself far, far away from the places I could probably call “home”. I find myself willingly thinking in 6 languages, and looking like a Chinese, but calling myself Finnish and confusing everybody I talk to. I find myself not really sure of what I’m actually doing and where I’m heading, perhaps afraid that settling will take me away from the childish curiosity that was once lost and then reincarnated in the form of an ants-in-the-pants globetrotter, who moved his entire life to a completely unknown country/continent without actually speaking the language. I’ve never been more terrified and fascinated alike in my life as when I jumped head-first into this new adventure, which, I knew, might be my last chance of doing something incredibly stupid before I started letting regret-by-age get in my way. And I’m glad I took the plunge, despite probably leading my career and my future as a famous billionaire (yeah right) far astray. My point is, that despite “starting again”, I feel that I have taken my life back into my own hands, and doing what I always wanted to do and at my own pace, not governed by what some mandatory schooling wanted me to think and feel, or what I had been told to do by people around me. Of course I’m grateful for the things I learned along the way, but there’s only so much you can learn from others before you need to start learning from and by yourself (again). In the process, I also got the inspiration to start writing (or blogging), having let go of all the things I felt restricted my abilities to express the true self. Having kind of started over, then, in many regards, I don’t really feel almost-30, which is probably a good thing in the end?!

So, going on thirty, I must be somewhat on the right track and doing something right, despite still feeling childishly lost in my own curiosity.

(The above text were my birthday reflections that I posted on Facebook some weeks ago)


Eu sempre sabia que não realmente me encaixava. E não somente por causa de ser, praticamente, nascido sem pais. A minha infância era cheio do tipo de curiosidade que tenho certeza que não vieram na mente das outras crianças.

My beautiful picture

Uau, existem dois tipos de fricção! O que é que sinto (adrenaline), e dá pra recriá-lo de propósito? O que acontecerá se eu digitasse o errado código PIN muitas vezes? (Descobri que meu pai não ficou feliz.) O que tem além dos 10 metros na fita métrica? (Me desculpe do metro quebrado que nunca admiti que quebrei.) Também, por acidente, pus fogo à casa de gengibre de natal, pois estava curioso se o algodão (“neve”) pegaria fogo. Não tinham apenas livros de crianças e desenhos na parede do meu quarto, mas também fios indo daqui pra acolá, conectadas às pilhas e alto-falantes e luzes e demais. Sim, um pouco dessas coisas eram usadas para manter fora do meu quarto a minha irmã. Minhas prateleiras eram lotadas de construções Lego Technic, alguns delas de acordo com as instruções e outras bastante modificadas. Até consegui convencer a minha irmã colocar Lego Technic na lista de desejos de Natal, para eu pudesse pegar “emprestados” seus Legos e adicionar às minhas próprias criações. A minha fascinação com tudo eletrônicas e mecânicas era a parte o mais feliz da minha infância, me trancando no meu quarto por horas, só interrompido pelas coisas temidas como “o jantar tá pronto!” ou “hora de deitar!”.

Avançando até hoje em dia, e poucas coisas mudaram no respeito. A minha fascinação com o mundo técnico ainda está vivo, e estar interrompido no meio da minha criatividade ainda enche o meu saco, só que sou quem está enchendo eu mesmo, pois é eu que ter que cozinhar. Mas ao longo do tempo, o meu curiosidade vêm extendendo para mais coisas, meio desviando o meu tempo e esforças longe do lado do técnico. O próprio mundo, suas culturas e línguas passaram a ser algo de uma segunda fascinação durante o início da adolescência, já que a nossa família mudamos à Holanda. Esse país, sendo historicamente diverso e internacional, e eu, começando estudos em uma escola internacional (Bacharelado Internacional, IB), me fez interessado em algo que iria, quiçá, mudar a minha vida mais do que nunca. Misturada com o fato que já havia viajado bastante com a minha família, alcancei uma fome insaciável de descobrir o mundo e ganhar conhecimento sobre povos de uma multidão de culturas. Mas na época, idomas eram um mal necessário para mim, e minha irmã se destacou nisso, para a minha consternação. Eu sempre havia sido o que sabia mais e ensinava a ela. Mas estudos duros e noites longas fez tudo logo cai no esquecimento. Na verdade, me fez esquecer a maioria das coisas de antes, incluindo minhas fascinações com que cresci. Escola é importante, mas a coisas mais importante que aprendi foi que era tudo um matador de criatividade. O meu novo quarto na nossa nova casa não tinha fios e Legos, e sim livros nas prateleiras e diplomas nas paredes. Isso não era eu de verdade, mas eu aceitava e aprendia a me adaptar.

Avançando de novo, e hoje em dia eu me encontro muito longe dos lugares que, talvez, possa chamar de “casa”. Em me pego pensando, de próposito, em seis idiomas, e pareço chinês enquanto me introduzo como finlandês, o que confusa todo mundo com que falo. E me pego não ter muito certeza do que estou fazendo ou aonde estou indo, talvez temendo que me estabelecer irá me afastar da curiosidade infantil que uma vez foi perdido e daí foi reencarnado como um globetrotter com dificuldade de ficar em um lugar, quem mudou a vida toda dele para um país/continente desconhencido sem falar nem uma palavra da língua local. Eu nunca ficou mais aterrorizado e fascinado do mesmo tempo como naquela época, quando decidi fazer a coisa provavelmente mais burra da minha vida, mas pelo menos antes que eu tive a chance de me arrepender que nunca fiz uma coisa assim. E estou feliz que decidi arriscar, apesar de, com muito certeza, atrasar a carreira e o meu futuro como bilionário famoso (quem dera). Quero dizer que apesar de “começar de novo”, sinto que a controle da minha vida voltou para mim, e me permita fazer o que sempre queria fazer e no meu próprio ritmo, não abrangido por qualquer coisa ou pensamento que a escola ou pessoas ao redor me mandaram fazer. Claro, sou grato pelo tudo que aprendia ao longo da caminhada, mas só há tanta coisa que puder aprender dos outros antes que precisa começar a aprender por conta própria (de novo). No processo, eu também encontrei a inspiração de escrever (ou blogear), tendo deixar para trás tudo que pareciam limitar as minhas habilidades para mostrar o verdadeiro eu. Aí, ter meio que começado de novo, eu, em muitos aspectos, não mesmo me sinto como quase 30, o que provavelmente é uma coisa boa no final?!

Approximando 30, devo estar no caminho certo e fazendo alguma coisa certa, apesar de ter quase 30 e ainda me sinto infantilmente perdido na minha própria curiosidade.

Advertisements