Hello folks! (tradução embaixo)

It’s been quite a while since my last post. Perhaps it could be attributed to the settling-in effect, where I’m no longer feeling like a total stranger in some strange faraway lands. As it now stands, I’ve officially lived in Brazil for 2 1/2 years. Two-and-a-half. That’s nearly 10% of my life!

8% ago, in July 2014, I took a step that I most definitely would have regretted forever for not having done. Because, despite having lived two years of my life quite terrified and, frankly, clueless as I was soaking up this new culture, I regret none of it. I feel more unbeatable, more undefeatable than ever, because it’s now officially the third time I’ve torn up my roots, destabilised everything I’ve known or had, and started over. The lovely pie chart above illustrates the significance of the time I’ve spent here already!

But wait, isn’t that kinda a waste of time? Would I not better focus my time and energy in one place and on one thing? Well, sure, and I amire those who are able to quickly and effectively settle down with a family, rapidly get a stable income, or even find the time for a Ph.D. But I was almost literally born a nomad (as in, no given place), since I was orphaned and moved from one orphanage to the next, and those whom I grew up with were equally nomady. As such, my knowledge hasn’t mainly come from books, but mostly from new interactions, impressions and experiences. Before I start to sound like a hippie, let me just explain that despite being quite academic, I’m in my nature not academic at all, but I do enjoy the combination of the two.

So, two-and-a-half years later, and I’m almost feeling like I’ve been here 10 years. Everything is feeling familiar, and interacting in this language is becoming second-nature. The downside to all this, however, is that my list of pet peeves is starting to grow. My initial fascinations that blinded me to the negative things about Brazil, are starting to wear off, and normality is kicking in, which involves complaining and being pissed off at things about this country that are getting in my way. Now, before you start thinking that I have been ignorant up until now, let me just explain that the effect is normal. It’s not like you go on holiday somewhere and bad things are your only impressions. In fact, you’re likely to even ignore the sh#t that might be right in front of you, because of all the new fascinations.

So yeah, things aren’t going as smoothly as I would wish, but lets face the facts; I’m in a latin-speaking country, and apart from France, are any Latin-speaking countries really as efficient or as well-behaved as, say, Germany or Finland? This is the reality here, and I’m learning to like the good and the bad about this country, just like I’ve done with my previous encounters with new, strange lands and people. I mean, Finland is approaching the time of the year when there’s barely any light in the sky and people start freezing their asses off.

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Well, see you around!


Olá galera! Já faz algum tempo que postei aqui. Talvez possa ser por causa de me tornar conforto, quando já não me sinto como um desconhecido total numa terra distante. Atualmente, já moro aqui oficialmente por 2 ½ anos. Dois e meio anos. Isto é, quase 10% da vida!

Há 8%, em julho 2014, tomei uma decisão que eu, com certeza, teria lamentado por deixar. Pois, apesar de ter vivido dois anos da vida bem medroso e, francamente, sem noção enquanto estava absorvendo essa nova cultura, e arrependo nada disso. Eu me sinto mais invencível, mais imbatível do que nunca, pois já é a 3ª vez que rasguei as raízes, desarrumei tudo que conhecia ou tinha, e comecei de novo. O pie chart adorável em cima mostra a importância do tempo que já passei aqui.

Peraí, não será que é uma perda de tempo? Não seria melhor focar o tempo e a energia em um lugar só e numa coisa única? Uai, talvez tenha razão, e eu olho para eles que conseguirem, com rapidez e eficaz, se estabelecer com uma família, ter uma renda estável, ou até mesmo conseguir um doutorado. Mas eu mesmo bem literalmente fui nascido nômade (i.e., sem nenhum dado lugar), já que estava orfanato e vivi em vários orfanatos, e os com que fui criado também eram como os nômades. Dito isto, o meu conhecimento não vem dos livros principalmente, e sim, por maior parte, de novos interações, impressões e experiências. Antes de eu pareça um hippie, me deixe explicar que apesar de eu ser bem acadêmico, não sou acadêmico na minha natureza, mas aprecio a combinação dos dois.

Então, dois e meio anos depois, e quase parece que já estou aqui por dez anos. Tudo está parecendo familiar, e interagindo neste idioma está se tornando uma segunda natureza. Porém, a desvantagem é que a minha lista de implicâncias está enchendo. As fascinações que, no início, me cegaram contra as coisas negativas brasileiras, estão començando a desaparecer, e a “normalidade” está assumindo controle, o que involve reclamar e ficar irritado sobre coisas neste país que estão me atrapalhando. Imagine-se um feriado em algum lugar que achar agradável. É bem provável que irá ignorar a merd@ apesar de estar por sua volta, por causa das novas fascinações.

Dito isto, tudo não está indo tão bem como eu desejo, mas vamos enfrentar os fatos: Estou num país latino, e além da França, existem realmente algum país latino que é tão eficaz ou organizado como, por exemplo, a Alemanha ou a Finlândia? Isso aqui é a realidade no Brasil, e estou aprendendo a gostar tanto os bons quanto os maus neste país, assim como já fiz com os novos encontros com novos e esquisitos países e povo. Afinal, a Finlândia está entrando na época do ano em que não existe, praticamente, nenhuma luz no céu e gente estará com frio pra carai.

Até mais!

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