Hello peeps! (Em português embaixo.)

The favourite question people seem to like to ask me wherever I go is “where is home for you?”. Up until now, I’ve been kinda perplexed by the amount of confusion that starts tumbling around in my head every time I get asked this question. Surely, after having moved around so much, this question shouldn’t catch me by surprise? I think I might have just gotten the answer to this, as there’s apparently a group of people to which I belong and didn’t even know about!

The past three decades flashed before my eyes

Those of you who follow me here already know I’m quite the multinational globetrotting nomad. The inspiration for this blog post was BBC’s Third Culture Kids: Citizens of everywhere and nowhere. It spoke to me profoundly, because the past three decades flashed before my eyes upon reading the article. Globalisation is, perhaps, the keyword, and I count myself as one of the forerunners of the globalisation era, being an 80’s kid adopted from Hong Kong by Finnish diplomat parents, around the naissance of the economisation of Asia (and, I guess, the new era in the globalisation of the world).

img_4529
Finland-Swedish article from 1992 about my father’s work in southeast Asia, and adoption. Um artigo num jornal finlandês-sueco de 1992 sobre o trabalho do meu pai na Ásia, e a adopção.

I belong nowhere no matter where I’ve gone

screenshot-68

TCKs, or Third Culture Kids, as they are described in the BBC article, have difficulties for a number of different reasons. As a TCK, life has been tough in a different sense than a lot of people will ever experience. Sure, a lot of my friends are becoming increasingly global, having done exchanges, sabbaticals, volunteer work, etc. abroad, but this doesn’t compare with having been a global kid 98% of one’s life, in that TCKs don’t have a sense of rooting or belonging anywhere, even though they feel like they belong everywhere. Personally, the absolutely toughest thing after my orphanhood has certainly been the sense that I belong nowhere no matter where I’ve gone. I like to call this “local incompetence”; I understand the world as a whole better than I understand my immediate environment.

My life has been peppered with “farewells”

Now, I don’t for a second think that my life has been harder than others’ lives. However, unlike for most other non-TCKs, the difficulties I face on a daily basis go largely unnoticed by others, simply because those around me simply cannot fathom the uphill battle of someone who doesn’t have that “childhood friend”, “that special place we used to hide out in”, or some form of inherent belonging. Au contraire, my life has been peppered with “farewells” and leaving behind (or getting left behind by) those I have leaned on during the first (and toughest) times in the new and uncertain places.

This slideshow requires JavaScript.

It was a traumatic “breakup”

I remember my first real friend in high school after we moved to Holland. He was a Russian that immediately reminded me of another Russian friend I had lost in Finland shortly after we moved there. My new Russian friend in Holland only stayed for one semester. It was a traumatic “breakup” that few even know about, and I found myself secretly crying even during classes.

When I go home, I’m not really home

wp_20140727_12_04_56_proOf course that’s just one of many “breakup stories”, as either me or others have constantly been moving away just as I have become dependent on them, continuing till today. The hardest part is, again, when most of my new friends have only become global at a later age and therefore will likely forget me faster than I can forget them, because when they return home, they’re likely back to where they grew up or have roots. When I go home, I’m not really home, because I wasn’t born there, I don’t have “childhood friends” (ties), and nothing is as I remember it (people, with whom I had a tiny bit in common, have moved on).

img_9046

In fact, two Christmases ago, “home” still meant going to Holland, where I lived for the longest part of my life, but then “we” (my parents) suddenly moved back to Finland in 2015, all while I didn’t really have enough time to understand it. So, when I went home last Christmas, I didn’t go home, even though I went home. Sounds confusing? Yeah, my life in a nutshell.

Would I do this to my kids? In a heartbeat.

All this is, again, reinforced by my beginnings in which I became a Hong Kong expat without my real parents. But, as also written in the BBC article, “‘If an individual has had a difficult experience in childhood and hasn’t been able to make sense of that, that can be carried into adult life,’ cautions Kate Berger. Still, she’s keen to emphasise that most TCKs benefit enormously from their childhood experiences.”

The short encounters I had with them have left the greatest footprints

My beautiful picture

But on a positive note, a lot of the heartache pays off when you realise the importance of understanding the world outside of your own parameters. I wouldn’t change my life in any way, despite what I said above, because not only do I understand my own limits better, but I feel that I’m more flexible than a lot of my peers, resulting in less inertia upon encountering new, unfamiliar people and situations. It’s also been a blessing in the sense that I have made so many friends, even if I, unfortunately, most likely will never see most of them again. But the short encounters I had with them have left the greatest footprints in me, even more so than with my longer friendships.

So, I guess the question that remains is “Would I do this to my kids?” upon which I without a doubt would answer “In a heartbeat”.

But don’t take my word for it! Do read the BBC article that inspired me! (Also check out the remaining photos below!)


E aí, pessoal!

A pergunta o mais popular com as pessoas onde quer que eu vá seria “onde você se sente em casa?” Até agora, estive meio perplexo pela confusão que esta pergunta me causa cada vez que alguém me pergunte isso. Mas por que ainda é uma surpreza depois de mudar tanto? Acho que finalmente encontrei a resposta no respeito, pois apparentemente existe um grupo de pessoas no que eu pertenço, do que não sabia!

As últimas três décadas passaram diante dos meus olhos

Quem me siga aqui no blog já está ciente de que sou um nômade multinacional que viaja muito. A inspiração deste post de blog foi o artigo da BBC As crianças da Terçeira Cultura: Cidadões de toda parte e lugar nenhum. Isso me emocionei bastante, pois as últimas três décadas passaram diante dos meus olhos. A globalização seja, talvez, a palavra-chave, e me considero um dos precursores da era da globalização, sendo nascido nos anos 80 e adotado de Hong Kong pelos pais diplomatas por volta do nascimento da economização da Ásia (e a globalização em geral).

OLYMPUS DIGITAL CAMERA
Me in my last orphanage. Eu no meu último orfanato.

Não pertenço a lugar nenhum onde quer que esteja

CTC’s, ou Crianças da Terçeira Cultura, como está descrito img_6933no artigo da BBC, vivem uma vida dura pelas razões compreensíveis. Como uma pessoa CTC, a vida tem sido difícil num sentido diferente do que a maioria vão entender. É claro, muitos amigos meus vêm se tornando cada vez mais global, através intercâmbios, sabáticos, como voluntários, etc. no exterior, mas isso não compara-se com estar global 98% da sua vida, sendo que, as CTC’s não tem uma noção de “enraizamento” ou pertença em lugar algum, mesmo se eles se sentirem como se pertencessem em todo lugar. Pessoalmente, a coisa o mais difícil, além de ser órfão, foi, com certeza, o sentido que não pertenço em lugar nenhum onde quer que esteja. Isso eu chamo “a incompetência local”; eu entendo o mundo melhor do que entendo o ambiente imediato.

A minha vida está cheia de “adeus”

Entretanto, não penso por um segundo que a minha vida foi mas difícil que a vida dos demais. Embora, ao contrário das pessoas não CTC, as dificuldades que eu enfrentar dia-a-dia passam despercebidas pelos outros, simplesmente porque aqueles ao meu redor nem conseguem imaginar as lutas das pessoas sem esse “amigo de infância”, “esse lugar special no que costumávamos nos esconder”, ou alguma forma de pertença inerente. Ao contrário, a minha vida está cheia de “adeus” e deixar para trás (ou estiver deixado para trás) aqueles quem me suportaram durante os primeiros (e mais duros) passos nos novos e estranhos lugares.

Foi um “rompimento” bem traumático

Ainda me lembro do primeiro amigo que fiz na escola superior logo após mudar à Holanda. Ele era russo, e ele me fez lembrar de um outro amigo que perdi na Finlândia logo após a mudança para mesmo. O meu novo amigo russo na Holanda ficou só um semestre. Foi um “rompimento” bem traumático de qual poucos sabem, e me encontrei chorando em segredo nas aulas.

Quando eu voltar para casa não estou realmente em casa

eiffel-tower

É claro, isso foi só uma “história de rompimento”, já que ou eu ou outras pessoas tem sido, com alta frequência, mudado longe assim como eu me acostumei com eles, e isso continua até hoje. A parte o mais difícil, mais uma vez, é quando as maiorias deles só se tornaram global ultimamente e, por isso, provavelmente irão me esquecer mais rápido do que eu esquecer deles, pois quando eles retornarem para casa, provavelmente voltarem ao lugar no que foram criados ou onde tem suas origens. Quando eu voltar para casa não estou realmente em casa, porque não nasci lá, não tenho “amigos de infância” (ligações), e nada é como eu lembrar (as pessoas, com quem eu tinha alguma conexão, já continuaram com suas vidas).

Na verdade, no Natal dois anos atrás, “casa” ainda quis dizer ir à Holanda, onde morava a maior parte da vida, mas aí de repente “nós” (meus pais) voltaram à Finlândia em 2015, enquanto não entendi muito bem o que aconteceu. Assim, quando fui em casa no Natal passado, não voltei para casa, mesmo se fui para casa. Parece meio confuso? Pois é, eis a minha vida em poucas palavras.

Os encontros breves que tive com eles deixaram para trás as maiores marcas

This slideshow requires JavaScript.

Mas numa nota positiva, uma grande parte da mágoa vale a pena quando você perceber a importância de entender o mundo fora dos seus próprios quadros de referencias. Não mudaria a minha vida de qualquer maneira, apesar do que já falei em cima, pois não só entendo os meus próprios limites bem melhor, mas acho que sou mais flexível que muitas outras pessoas que conheço, resultando em menos dificuldades ao enfrentar pessoas e situações novas e desconhecidas. Também tem sido uma bênção no sentido que fiz tantos amigos, mesmo se eu, infelizmente, provavelmente nunca mais vou vê-los de novo. Mas os encontros breves que tive com eles deixaram para trás as maiores marcas em mim.

Será que eu faria isso com meus filhos? Num piscar de olhos.

Então, presumo que a pergunta que resta é “Será que eu faria isso com meus filhos?”, e a resposta seria sem dúvida “Num piscar de olhos”.

Mas não se limite a acreditar o que disse! Vá ler o artigo da BBC que me inspirou!

Advertisements